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Fluminense - o time que parou o uruguai

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zeismodejose
zeismodejose em 09-05-2017 às 19:05:02

Flu no Centenário: a história do time que parou o Uruguai campeão do mundo Em dois amistosos de preparação para a Copa de 1950, Celeste enfrentou o Tricolor. Os dois empates chamaram atenção na época, pouco menos de 50 dias antes do Maracanazo Por Hector Werlang, Montevidéu, Uruguai 08/05/2017 18h59 Atualizado há 21 horas O Rio de Janeiro de 1950 se preparava para a Copa do Mundo: o Maracanã, então maior estádio do planeta, ainda era finalizado e os amantes do futebol, sem as facilidades da comunicação do século 21, buscavam informações sobre as seleções que disputariam a taça Jules Rimet. Sim, os campeonatos daquele ano, a maioria estaduais, disputados no segundo semestre, foram paralisados, o que abriu espaço para os clubes nacionais excursionarem pela América do Sul. Foi o que fez o Fluminense, que nesta quarta-feira, volta ao Centenário, em Montevidéu, para enfrentar o Liverpool, pela Copa Sul-Americana, 67 anos depois de um grande feito. Em dois amistosos, o Tricolor empatou com a seleção do Uruguai. O time que tinha Didi como expoente parou a equipe comandada por Obdulio Varela e Ghiggia pouco menos de 50 dias antes dela protagonizar a então maior tragédia esportiva do Brasil. Muito antes do Maracanazo, o Centenário era o estádio mais imponente dos sul-americanos. Recebeu a final do primeiro Mundial, em 1930, vencida pelo Uruguai, que seria bicampeão na Cidade Maravilhosa. A Celeste, posteriormente Olímpica, pelas medalhas de ouro das edições de 1924 e 1928 dos Jogos, era mítica, algo como atualmente é a seleção brasileira, a única pentacampeã. Portanto, o feito do Flu, como retratado pela imprensa da época, foi grandioso. O GloboEsporte.com o relembra nesta reportagem especial. Comandado por Ondino Viera, o Flu que segurou o Uruguai no Centenário tinha nomes como Veludo, Pinheiro Píndaro, Carlyle, Didi, Silas e Tite (Foto: Reprodução/Jornal El Pais) Comandado por Ondino Viera, o Flu que segurou o Uruguai no Centenário tinha nomes como Veludo, Pinheiro Píndaro, Carlyle, Didi, Silas e Tite (Foto: Reprodução/Jornal El Pais) Comandado por Ondino Viera, o Flu que segurou o Uruguai no Centenário tinha nomes como Veludo, Pinheiro Píndaro, Carlyle, Didi, Silas e Tite (Foto: Reprodução/Jornal El Pais) A excursão Antes de chegar ao Uruguai, o Fluminense seguiu o seguinte roteiro: Peru, Bolívia, Equador e Chile. As viagens da época não tinham as mesmas facilidades de hoje em dia, porém, o clube brasileiro as fez de avião. Por três meses, de março a junho. No total, em 17 jogos, somou seis vitórias, oito empates e três derrotas. Foram 46 gols marcados, contra 36 sofridos. O centroavante Silas (14) foi o artilheiro, seguido pelo ponta-esquerdo Tite (10). Didi marcou seis vezes. Que Flu era aquele? Vice do Carioca de 1949, campeonato vencido de forma invicta pelo Vasco, o Fluminense era treinado por Ondino Viera, um treinador uruguaio em sua segunda passagem pelo clube. A temporada de 1950 começou atípica, afinal, pela primeira vez, o Brasil receberia uma Copa do Mundo. Como o estadual seria disputado apenas no segundo semestre, a excursão foi a solução de preencher o calendário. O time tricolor era forte fisicamente, muito aplicado taticamente, um retrato do seu treinador. Dificilmente sofria gols. E tinha em Didi a típica qualidade brasileira. Nos dois jogos, Ondino escalou este time. Na época, a formação tática era extremamente ofensiva (Foto: Editoria de Arte) Nos dois jogos, Ondino escalou este time. Na época, a formação tática era extremamente ofensiva (Foto: Editoria de Arte) Nos dois jogos, Ondino escalou este time. Na época, a formação tática era extremamente ofensiva (Foto: Editoria de Arte) O primeiro amistoso: Uruguai 1x1 Fluminense (28/5/1950) Mesmo adiado em um dia por causa da chuva que castigou a capital uruguaia, cerca de 30 mil pessoas foram ao Centenário ver a preparação da seleção - faltavam 36 dias para a estreia no Mundial. Os gols saíram no primeiro tempo: Flu na frente, com gol de Tite depois de dividida com o goleiro Maspoli; Míguez empatou, de cabeça, após escanteio. A atuação tricolor, brilhante, como mancheteou O Globo, surpreendeu os vizinhos. Em relato que destaque as boas defesas de Veludo, o jornal El País contou que o time brasileiro, apesar de sofrer com o frio, apresentou bom preparo físico. O La Manana foi crítico e definiu como má apresentação a atuação uruguaia - Obdulio Varela e Schiaffino foram poupados. O El Debate disse que, por ter visto a forma de os reservas do Uruguai atuarem na preliminar contra o Progresso, Ondinou conseguiu montar um plano de jogo que surpreendeu Juan López. Da escalação celeste, 9 jogadores disputariam a final da Copa: Maspoli, Matias González, Tejera, Rodríguez Andrade; Ghiggia, Pérez, Míguez, Gambetta e Moran. O Globo de 29 de maio de 1950: empate do Fluminense abre página com notícias do futebol carioca (Foto: Reprodução ) O Globo de 29 de maio de 1950: empate do Fluminense abre página com notícias do futebol carioca (Foto: Reprodução ) O Globo de 29 de maio de 1950: empate do Fluminense abre página com notícias do futebol carioca (Foto: Reprodução ) El Dia de 29 de maio de 1950: dirigentes e jogadores do Progresso e do Fluminense (Foto: Reprodução) El Dia de 29 de maio de 1950: dirigentes e jogadores do Progresso e do Fluminense (Foto: Reprodução) El Dia de 29 de maio de 1950: dirigentes e jogadores do Progresso e do Fluminense (Foto: Reprodução) El Dia de 29 de maio de 1950: o lance que originou o gol do Fluminense, marcado por Tite (Foto: Reproduçao) El Dia de 29 de maio de 1950: o lance que originou o gol do Fluminense, marcado por Tite (Foto: Reproduçao) El Dia de 29 de maio de 1950: o lance que originou o gol do Fluminense, marcado por Tite (Foto: Reproduçao) "Naquela época, a mitologia do Maracanã não existia. O Uruguai, em termos de resultado, era muito maior do que o Brasil. E o que aconteceu? Foi treinar e encontrou um time que deu trabalho. Ficaram engasgados, o segundo jogo não existia, foi uma revanche", contextualizou Heitor D´Alincourt, do Flu Memória. O segundo amistoso: Uruguai 3x3 Fluminense (04/6/1950) A revenche, como foi tratado o segundo amistoso, despertou a atenção do público uruguaio. No total, 45 mil pessoas foram ao Centenário. O Flu foi o primeiro time a aparecer no campo, sendo aplaudido pelos torcedores locais. Nada de vaias, algo comum atualmente. O Tricolor abriu 2 a 0 no primeiro tempo, gols de Silas. Tite ampliou a 3 a 0 no começo do segundo tempo. Empurrado pela torcida, o Uruguai marcou o primeiro gol aos 14 minutos do segundo tempo, com Pérez. Míguez fez o segundo e Moran empatou em 3 a 3 aos 28 minutos. Mais uma vez, a imprensa brasileira exaltou o Tricolor. A uruguaia... O jornal El Plata disse que o empate foi justo, mas apontou problemas na defesa da seleção. O La Tribuna Popular definiu o primeiro uruguaio como desastroso. Mesmo assim, 43 dias depois o Uruguai venceria o Brasil por 2 a 1, no Maracanã, e seria campeão do mundo. El Plata de 5 de junho de 1950: goleiro Veludo sai para defender cruzamento uruguaio (Foto: Reprodução) El Plata de 5 de junho de 1950: goleiro Veludo sai para defender cruzamento uruguaio (Foto: Reprodução) El Plata de 5 de junho de 1950: goleiro Veludo sai para defender cruzamento uruguaio (Foto: Reprodução) El Plata de 5 de junho de 1950: manchete destaca desempenho do Fluminense (Foto: Reprodução) El Plata de 5 de junho de 1950: manchete destaca desempenho do Fluminense (Foto: Reprodução) El Plata de 5 de junho de 1950: manchete destaca desempenho do Fluminense (Foto: Reprodução) La Tribuna Popular de 5 de junho de 1950: lance de jogo entre Fluminense e Uruguai (Foto: Reprodução) La Tribuna Popular de 5 de junho de 1950: lance de jogo entre Fluminense e Uruguai (Foto: Reprodução) La Tribuna Popular de 5 de junho de 1950: lance de jogo entre Fluminense e Uruguai (Foto: Reprodução) Da escalação celeste, sete jogadores disputariam a final da Copa: Matias González, Tejera, Ghiggia, Pérez, Míguez, Schiaffino e Moran. O campeão do mundo Ghiggia comemora gol do Uruguai contra o Brasil: 2 a 1 no Maracanã (Foto: Agência AP ) Ghiggia comemora gol do Uruguai contra o Brasil: 2 a 1 no Maracanã (Foto: Agência AP ) Ghiggia comemora gol do Uruguai contra o Brasil: 2 a 1 no Maracanã (Foto: Agência AP ) Uruguai: Maspoli; Matias González, Tejera; Gambetta, Obdulio Varela, Rodríguez Andrade; Ghiggia, Pérez, Míguez, Schiaffino, Moran. Técnico Juan López Didi, poderia ser o salvador da pátria em 50? Didi tinha 22 anos em 1950. Não foi convocado por Flávio Costa. Defenderia o país em 1958 e 1962, sendo bicampeão, e eleito o melhor jogador da edição sueca do mundial. Nelson Rodrigues o chamava de Príncipe Etíope de Rancho. Ganhou outros apelidos, como Mr. Football (da imprensa europeia) e Folha Seca (pelo efeito dado na bola ao chutar). Por tudo isso, poderia ser o salvador da pátria em 1950? Didi marcou época no Tricolor (Foto: Reprodução) Didi marcou época no Tricolor (Foto: Reprodução) Didi marcou época no Tricolor (Foto: Reprodução) "O grande destaque da excursão foi o Didi. Se estivesse na Copa de 1950, talvez, o Brasil conseguisse o resultado que precisava, o empate, algo que o Flu conseguiu duas vezes, ainda mais jogando fora de casa", comentou Dhaniel Cohen, do Flu Memória. Curiosidades Castilho, o goleiro titular do Flu, jogou as três primeiras partidas da excursão. Voltou ao Rio para integrar a seleção brasileira, que se preparava para a Copa. Entre os adversários enfrentados, alguns tradicionais: Universitário e Alianza Lima (Peru), Bolívar (Bolívia), Barcelona e Emelec (Equador) e Colo Colo (Chile). Villalobos, meia peruano, observado pela direção da época na excursão, foi contratado pelo Flu. Entre 1951 e 1954, disputou 90 jogos e marcou 38 gols. O Fluminense arrecadou 1 milhão de cruzeiros, moeda da época. Desempenho tricolor no Centenário A maior parte dos jogos é de amistosos. Há confrontos ainda pela antiga Copa Montevidéu e pela Libertadores. O desempenho: 6 vitórias, 9 empates e 12 derrotas em 27 partidas (33,3% de aproveitamento). Marcou 41 gols, sofreu 45. O último compromisso data de 6 de abril de 2011, um 2 a 0 adverso diante do Nacional pela Libertadores.

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